terça-feira, 30 de abril de 2013

Durante pouco tempo (alguns minutos) pensei estar em outro lugar, não sei qual não sei nomes não me recordo se apenas sonhei, mas a realidade pulsava assustadoramente dentro daquelas ruas com suas casinhas coloridas e de tijolos marcados com massa negra. Tenho vontade de me morder inteira quando começo a divagar romanticamente dentro de um texto que não deveria ser mais que um texto e menos que um não-desabafo digno de risadas escandalosas. A verdade é que, a verdade é que eu estou cansando dessas pessoas e desse barulho que não me deixa descansar. Talvez dormir também não seja a palavra exata, precisa, segura. Dentro do meu sono os pesadelos vêm me visitar e me atormentam com facas, rostos desfigurados e mais barulho. Penso em paz e vejo a figura da minha casa e do meu quarto, com uma cama sempre cheia de papéis, uma mesinha com um computador ao lado, um guarda-roupa, um pequeno poste de madeira que agora não recordo do nome em que colocávamos nossas toalhas, um cesto, um chão de cerâmicas frias e tudo permeado com cheiro de aconchego e, o melhor de tudo, silêncio. Um silêncio tão inesquecível que eu poderia simular estar dentro de um útero que, certamente, eu teria a mesma sensação de um abraço gigante, que as mãos de Deus estavam balançando as beiradas (cadeiras) da minha vida. Saudades.

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