quinta-feira, 25 de abril de 2013
selva de árvores-móveis
O chão de madeira do quarto me deixa mais confortável, mais segura. Me faz lembrar de algo natural que teima em se esconder / sumir nas cidades grandes, nas cidades médias e daqui a pouco até nas pequeninas. Os roupeiros onde guardamos (sim, divido um quarto com mais quatro moças) nossos badulaques também são amadeirados e isso é bom. As nossas camas são de madeira escura, quase negras. As janelas e a porta são clarinhas porque pintadas de branco (os roupeiros também o são). Só hoje constatei que vivo numa floresta de árvores-móveis e sou um ser que habita suas entranhas. Eu deveria me sentir especial por isso, não? Mas sempre tive a sensação de ser estranha em alguns ambientes, como se eu nunca pudesse fazer parte daquilo realmente. E é exatamente assim que estou me sentindo agora vendo tanta lenha e tanta falsa vida.
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