terça-feira, 21 de maio de 2013

mundo-ovo: pessoas eclodem
mundo-mar: pessoas imensas e azuis*
mundo-viga
mundo-terremoto
mundo-lacuna
mundo-esqueleto
mundo-gelatina-de-pêssego*
mundo-fagulha
mundo-hipocrisia
mundo-copo-poço
mundo-mundo-vasto-mundo-se-eu-me-chamasse-antonieta
talvez eu não precisasse de rimas nem de soluções*

e

uma corda no pescoço seria meu referencial de morte quase perfeita (alô, ian)

às vezes invento de rasgar papéis que me fizeram chorar há algum tempo (certo tempo, distante, dois, três anos - uma revolução de segundos) e me arrependo por não ter mais por quem ou pelo quê derramar água salgada, gotas densas, flores

parece que o mar mora dentro dos nossos olhos
mar-de-decepções-espelhadas
com seus perigos e abismos e um pouquinho do céu que reflete além das dores*

a escuridão sonhada, absorvida.

os óculos arranhados e perdidos por uma revolução de segundos.

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1-  mundo-mar: pessoas imensas e azuis* (ref.: procurando nemo)
2-  mundo-gelatina-de-pêssego* (ref.:  pêssegada)
3-  talvez eu não precisasse de rimas nem de soluções* (ref.: grande drummond)
4-  com seus perigos e abismos e um pouquinho do céu que reflete além das dores* (ref.: pessoa  in mensagem)

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