Uma possível gravidez em uma das minhas companheiras de quarto. O arroz no fogo a todo vapor, secando e inchando. Cheiro de queimado, corro pra colocar mais água, volto. Pessoas caminham para todos os lados, uns vão em direção à sacada, fumar, outros voltam para os seus quartos, outros ainda aguardam um lugar numa das saletas para assistir tevê. E eu escrevo, sem perspectiva, sem vontade até. Aqui está esfriando e a noite, lá fora (só lá fora) me lembra ecos de cemitério. A rua está morta. E aspectos cinza-escuros espalham monólogos roucos sobre as árvores secas por dentro, qual depressivos, qual neuróticos, qual pássaros que se perdem das suas mamães; elos ligados à psique do vazio.
Instrospecção ligada à insegurança de ser uma perdida. Uma libélula.
Belo devaneio sobre a banalidade cotidiana. Seu texto tem velocidade. E fôlego.
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