Às vezes dá vontade de ir ali (comprar, criar coisas) e não mais voltar. Ou não ter a necessidade de.
Há uma feira na minha rua todos os domingos chamada Feira do Rolo. Não entendo a definição da nomenclatura perfeitamente e nunca supus mais do que todos nós poderíamos imaginar fazendo simples conexões, portanto não pretendo me alongar quanto a isso. Mas além da sua querida (nem sempre) existência, também há gritos, escambos e, evidentemente, muitas muitas pessoas. Há antiguidades e objectos exóticos, dentre eles, roupas, quadros, sapatos, tapetes, vinis, revistas em quadrinhos, livros, vasos etc etc.
Além de tudo isso há passos apressados e no decorrer das quadras algumas eventuais brigas que emanam da vontade de poder que nem sempre nos é concedida tão facilmente, uma vez que há muita gente no recinto e as pessoas, a partir do momento que precisam conviver para viverem, buscam soluções para os seus conflitos (daí veio a necessidade de justiça). Um precisa ceder ao outro o seu querer para que possam continuar em paz. Nem sempre é fácil, creio - pois para mim nunca é, mas empatia nunca foi o meu forte mesmo.
Mas, voltando à feirinha, eu só consigo vê-la acontecendo quando também amanheço com ela e com os seus domingos (o que não tem sido muito raro). E já comprei alguns livros e revistas lá. Fora isso, os gritos me incomodam e não me deixam dormir. Almejo um feriado em que ela precise morrer um pouco...
Muito bom voltar a te ler, Wanessa.
ResponderExcluirVocê é um querido, Jorge.
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