Gosto do meu estágio enquanto menina do interior que veio passar um tempo na capital (com pretensão de voltar apenas quando sinto a saudade apalpar meus sentidos) e se deslumbra pouco com o que vê porque isso nunca me fora estranho, nada nunca me fora estranho, uma vez que sou acostumada com as diferenças que me rondam há muito e noto que às vezes o espanto, o preconceito nasce da vontade de ser / fazer igual e não poder.
Ditos que se sentem ameaçados com as peculiaridades e cadências latentes não me surpreendem porque no fundo são iguais, monótonos, cheios de bíle negra que escorre e transborda, que apodrece os órgãos, desfoca, entope veias e enegrece os sentidos.
Falta aceitação.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Às vezes tenho medo do que me parece muito perfeito e bonito. Às vezes me assusto com a beleza das pessoas e dos seus respectivos atos e deduzo que a sociedade me (nos) corrompeu de uma forma feia. Quando não muito enxergamos atos baixos como aspectos normais e balançamos a cabeça negativamente ou abrimos bem os olhos à procura de defeito do que muito belo (impactante & exótico) nos parece.
domingo, 11 de agosto de 2013
Às vezes dá vontade de ir ali (comprar, criar coisas) e não mais voltar. Ou não ter a necessidade de.
Há uma feira na minha rua todos os domingos chamada Feira do Rolo. Não entendo a definição da nomenclatura perfeitamente e nunca supus mais do que todos nós poderíamos imaginar fazendo simples conexões, portanto não pretendo me alongar quanto a isso. Mas além da sua querida (nem sempre) existência, também há gritos, escambos e, evidentemente, muitas muitas pessoas. Há antiguidades e objectos exóticos, dentre eles, roupas, quadros, sapatos, tapetes, vinis, revistas em quadrinhos, livros, vasos etc etc.
Além de tudo isso há passos apressados e no decorrer das quadras algumas eventuais brigas que emanam da vontade de poder que nem sempre nos é concedida tão facilmente, uma vez que há muita gente no recinto e as pessoas, a partir do momento que precisam conviver para viverem, buscam soluções para os seus conflitos (daí veio a necessidade de justiça). Um precisa ceder ao outro o seu querer para que possam continuar em paz. Nem sempre é fácil, creio - pois para mim nunca é, mas empatia nunca foi o meu forte mesmo.
Mas, voltando à feirinha, eu só consigo vê-la acontecendo quando também amanheço com ela e com os seus domingos (o que não tem sido muito raro). E já comprei alguns livros e revistas lá. Fora isso, os gritos me incomodam e não me deixam dormir. Almejo um feriado em que ela precise morrer um pouco...
Há uma feira na minha rua todos os domingos chamada Feira do Rolo. Não entendo a definição da nomenclatura perfeitamente e nunca supus mais do que todos nós poderíamos imaginar fazendo simples conexões, portanto não pretendo me alongar quanto a isso. Mas além da sua querida (nem sempre) existência, também há gritos, escambos e, evidentemente, muitas muitas pessoas. Há antiguidades e objectos exóticos, dentre eles, roupas, quadros, sapatos, tapetes, vinis, revistas em quadrinhos, livros, vasos etc etc.
Além de tudo isso há passos apressados e no decorrer das quadras algumas eventuais brigas que emanam da vontade de poder que nem sempre nos é concedida tão facilmente, uma vez que há muita gente no recinto e as pessoas, a partir do momento que precisam conviver para viverem, buscam soluções para os seus conflitos (daí veio a necessidade de justiça). Um precisa ceder ao outro o seu querer para que possam continuar em paz. Nem sempre é fácil, creio - pois para mim nunca é, mas empatia nunca foi o meu forte mesmo.
Mas, voltando à feirinha, eu só consigo vê-la acontecendo quando também amanheço com ela e com os seus domingos (o que não tem sido muito raro). E já comprei alguns livros e revistas lá. Fora isso, os gritos me incomodam e não me deixam dormir. Almejo um feriado em que ela precise morrer um pouco...
sábado, 10 de agosto de 2013
Meu novo professor de Economia do Direito faz analogias insossas, tem uma fixação por atenção que destoa da sua postura, mimetiza comportamentos de colegas que lecionam (acho essa palavra feia) em cursinhos, chama o nome de todos que assinaram a lista com tons desconfiados logo que finda a sua aula...
É naturalmente chato & lento.
É naturalmente chato & lento.
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