Não merecemos as injúrias causadas
pelos mesmos maravilhosos cabelos
antes caídos, naturais, hoje velhos
quebradiços de largar o viço dos anos,
das pontas de espuma que se misturam
no chão dos nossos pensamentos.
Jantaremos em pratos dourados quando
não pudermos mais sentir os sabores,
quando nos disserem num só folego choroso:
''não dá mais certo
entre nós há uma porta de vidro invisível
que nos separa''
e a despedida esperada desde o começo
qual um ritual cabalístico onde os números
próximos-primos se encontram, dialogam e
batem a porta marcando a face do antigo afago,
marcando o medo do tão novo descuido de
nos perdermos dentro de nós, dentro
das nossas congestionadas esquinas.
sabe, a gente nasce de novo cada vez que vira uma esquina.
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